Honda ­ Meio Ambiente

Meio Ambiente

O desafio de minimizar o impacto de suas atividades no equilíbrio do planeta impulsiona a Honda a desenvolver produtos e tecnologias mais amigáveis ao meio ambiente através de processos ambientalmente sustentáveis. Esse compromisso está consolidado na Declaração Ambiental da Honda e se reflete em uma série de iniciativas práticas e concretas adotadas pela companhia.



 Meio Ambiente 

Green Factory

Desde 2000, a Moto Honda da Amazônia Ltda., em Manaus (AM), e, desde 2008, a Honda Automóveis do Brasil, em Sumaré (SP), operam segundo o conceito mundial da Honda de Green Factory (Fábrica Ecológica), que contempla Gerenciamento de Resíduos, Eficiência Energética, Uso Racional da Água e Redução de Emissões Atmosféricas. O conceito serve de diretriz para o estabelecimento e cumprimento de metas, revisadas periodicamente a fim de melhorar de forma contínua os indicadores de desempenho ambiental da empresa.

Emissão de CO₂ e VOC

A Honda estabelece metas de redução voluntária de geração de CO₂ e desenvolve mecanismos para neutralizar o dióxido de carbono decorrente de suas atividades. Esse esforço inclui a utilização de um sistema de avaliação de ciclo de vida, que mede, avalia e analisa o impacto ambiental dos produtos desde a fabricação até o descarte, envolvendo todos os tipos de energia consumidos nas fábricas (energia elétrica, querosene, gás natural etc.).

O controle das emissões de VOC (Compostos Orgânicos Voláteis) também faz parte da estratégia da Honda para reduzir as emissões atmosféricas durante o processo produtivo. Em 2009, a empresa instalou modernos sistemas para pintura de peças plásticas nas fábricas de motocicletas e automóveis. As novas instalações de pintura plástica da fábrica de Sumaré (SP) permitiram uma redução de 40% nas emissões de VOC. Já em Manaus, os novos equipamentos de pintura, combinados com o uso de substâncias naturais, para quebrar as moléculas de VOC, e a adoção de pintura a pó no chassi das motos permitiram redução de 80% na emissão desse composto para a atmosfera.

Isenção de metais pesados

A fábrica de motocicletas da Honda utiliza tinta ecológica desde 2003. Esse tipo de tinta elimina substâncias neutras durante o processo de decomposição e não agride o meio ambiente. Desde 2006, as fábricas de automóveis e motocicletas deixaram de utilizar metais pesados em peças e corantes aplicados às matérias-primas e aos acabamentos, como o cromohexavalente, o mercúrio, o cádmio, o chumbo e o bromato. A suspensão do uso desses componentes evita que eles se integrem ao meio ambiente durante o processo de decomposição e causem danos à saúde do ser humano.

Gerenciamento de resíduos

Um dos compromissos ambientais da Honda é o gerenciamento de resíduos. Para cumprir esse objetivo, a empresa investe na melhoria de processos e no reaproveitamento e na reciclagem de materiais, assim como em métodos inovadores para reduzir ou eliminar embalagens.

Na fábrica de motocicletas, materiais como areia de fundição, aço, madeira, alumínio, papel e papelão se transformam em novas matérias-primas para reutilização interna e externa; enquanto na fábrica de automóveis, o aperfeiçoamento no processo de estampagem das chapas metálicas reduziu o volume de resíduos metálicos e os retalhos que sobram são utilizados para fabricação de componentes de menor tamanho.

Coleta seletiva

A Honda promove ações internas e externas de estímulo à coleta seletiva de lixo. Todas as unidades dispõem de recipientes adequados para coletar papel, plástico, vidro e metal. As fábricas de Sumaré (SP) e Manaus (AM) implantaram um sistema especialmente destinado à coleta de pilhas e baterias.

Em 2009, a unidade de Sumaré criou um novo layout para as áreas de coleta seletiva. Denominados “Espaço Reciclagem”, esses locais foram concebidos com cores atraentes e cartaz e piso diferenciados, para chamar a atenção e despertar o interesse dos funcionários para contribuir com a coleta seletiva.

A fábrica da Argentina assinou em 2009 um convênio com a Fundação J.P. Garrahan pelo qual destina papéis e tampinhas de garrafas PET coletados para a entidade. O material reciclado é utilizado como fonte de renda para a instituição, dedicada a assistência médica e hospitalar.

Na sede administrativa da empresa, em São Paulo, e nas unidades fabris, todo lixo é separado e, depois, recolhido por uma empresa especializada em reciclagem para a destinação correta.

Uso e reuso de água

Em 2008, a fábrica de automóveis concluiu as obras de interligação da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e da Estação de Tratamento de Água (ETA). Essa interligação possibilita a reutilização da água para uso industrial. Gradativamente, a empresa vem aumentando o reuso desses efluentes tratados para diminuir a captação de água da rede pública.

Na fábrica de motocicletas, em Manaus, os efluentes passam por diferentes etapas de tratamento, além de esterilização e filtragem. Após esse processo, parte da água reciclada retorna à natureza dentro dos padrões da legislação ambiental. Outra parte é transferida a um lago artificial para irrigação de áreas verdes da fábrica e uso da brigada anti-incêndio.

A sede administrativa, em São Paulo, conta com um sistema de tratamento e reaproveitamento, em que a água descartada nas pias é reutilizada na descarga dos vasos sanitários. Obteve-se, assim, uma redução no consumo de água de 60%.

A unidade de São Paulo também monitora, a cada seis meses, a qualidade da água do lençol freático localizado abaixo do prédio, com acompanhamento da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) e de uma empresa especializada.

Eficiência energética

Manter a eficiência no uso dos recursos energéticos também está entre as iniciativas ambientais da Honda. A empresa adota uma série de medidas visando à conservação da energia, como monitoramento do consumo, redução de perdas por desperdício, melhorias de processos e utilização de energias alternativas.

A sede administrativa da empresa também foi escolhida para abrigar os primeiros estudos e testes de implementação do uso de energia renovável a partir de painéis solares com previsão de operação para 2010. A tecnologia fotovoltaica, que permite a conversão direta da luz solar em energia elétrica, já está sendo usada na unidade de Manaus, onde foi implantado em 2009, um sistema de cerca elétrica alimentado pelos painéis solares instalados em todo o perímetro da fábrica.

Outra medida que visa à redução do consumo de energia elétrica nas dependências da Honda é a adoção de um sistema automatizado que controla os horários de funcionamento da iluminação e regula o ar-condicionado na sede administrativa da empresa, em São Paulo.

Na unidade de automóveis, telhas translúcidas foram instaladas em todas as áreas fabris e de estoque de materiais, permitindo, assim, que durante o dia, a luz solar substitua a iluminação elétrica do ambiente, reduzindo substancialmente a energia elétrica consumida durante o dia. Ainda na unidade Sumaré, todos os chuveiros elétricos dos vestiários foram substituídos por duchas aquecidas por placas solares, permitindo assim mais economia de energia.

Embalagem ecológica

A Honda Automóveis do Brasil é a primeira empresa no mundo a utilizar plástico biodegradável na embalagem que protege os assentos dos modelos produzidos no País. Composto de polímero biodegradável, que desaparece no meio natural em seis meses, o material é livre de metais pesados, 100% compostável e devidamente certificado pelas normas internacionais.

Em 2009, substituiu os protetores de plástico adesivado utilizados nas rodas de liga leve por um modelo elaborado com plástico reciclado de garrafas PET.

Na Honda Selva Del Peru, em 2009 foi implantado um projeto de redução e reciclagem de resíduos gerados por estruturas metálicas, utilizando-as na produção de caixas de embalagens para motocicletas.
O resultado no primeiro ano de projeto foi de 9,4 toneladas de metais reciclados.

Em 1998, a empresa desenvolveu um sistema de transporte de motocicletas que eliminou a utilização de embalagens de madeira e papelão no trajeto da fábrica até as concessionárias, baseado na adoção de racks metálicos retornáveis. A economia estimada é de 11.700 toneladas de madeira por ano. Desde a implantação do projeto, 97.650 toneladas de madeira deixaram de ser consumidas.

Transporte responsável

Para melhorar o desempenho ambiental na etapa de transporte das motocicletas, foi criada a Balsa Swimming Warehouse. Semelhante a um armazém flutuante, a balsa substitui o transporte rodoviário de 5% do volume de peças e 35% do volume de motocicletas no trecho Manaus-Belém, o que representa redução no consumo de óleo diesel de aproximadamente 1,27 milhão de litros por ano.

Green Dealers - Concessionárias ecológicas

A política de destinação correta de resíduos da Honda é estendida à rede de concessionárias autorizadas por meio do Programa Green Dealer. Denominada “Concessionária Ecológica”, a certificação é concedida àqueles que comprovam a destinação adequada de 100% dos metais, plásticos, borrachas, papéis, tecidos, líquidos ácidos, combustíveis, solventes, óleos lubrificantes e baterias usadas.

Conservação do patrimônio natural

Em Manaus (AM), a Honda mantém uma área de preservação e outra de reflorestamento e também de preservação de floresta nativa em Rio Preto da Eva, onde está instalada a sua pista de testes. A reserva é suficiente para neutralizar em 100% as emissões de dióxido de carbono de suas atividades produtivas. O espaço reflorestado possui mais de 26 mil árvores de espécies ameaçadas de extinção como mogno, pau-rosa, copaíba, pupunha e andiroba, e produz ainda uma grande variedade de frutas, entre elas coco, acerola, limão, pupunha e banana.

Outro exemplo de preservação da biodiversidade local é a Reserva Particular do Patrimônio Natural Honda. Trata-se de uma área de 16,4 hectares, localizada no entorno do Igarapé do Mindú, em Manaus (AM), considerada fragmento de floresta secundária urbana. Rica em fauna e flora, a reserva permanente compõe o chamado Corredor Ecológico Urbano do Mindú.

Emissões X Neutralização de CO₂ em 2009

Total de emissões 33.544 toneladas/ano
Total de neutralização 46.443 toneladas/ano
Saldo positivo de CO₂ 12.899 toneladas/ano