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O grande desafio - Cap. 3 - O domínio.

Extreme

Seja no asfalto, na terra, na lama ou na areia, a competição e o universo radical estão no DNA da Honda.

O grande desafio - Cap. 3 - O domínio.

Extreme 31/07/2019

No dia 4 de setembro de 1983 foi disputado o Grande Prêmio de San Marino, etapa final da temporada do Mundial de Motovelocidade. A pista era Imola, na Itália, e na derradeira corrida do dia a Honda retomou o lugar de onde saiu voluntariamente dezesseis anos antes: o topo da principal categoria do motociclismo mundial, a 500cc.

Montado na revolucionária Honda NS500 tricilíndirica bastou um segundo lugar ao norte-americano Freddie Spencer para, numa só tacada, encerrar o longo jejum de títulos, um caminho de volta à glória pleno de dificuldades, mas que teve uma recompensa dupla: naquele dia, além do título do Mundial de Construtores, a Honda também conquistou o primeiro título no Mundial de Pilotos na categoria 500.

Aquela ensolarada tarde do verão italiano foi verdadeiramente inesquecível. Nas arquibancadas lotadas os aficionados viram surgir um novo ídolo, Spencer, e testemunharam o sucesso da arrojada aposta técnica da Honda, de através de uma inédita arquitetura de motor, o V3, escolheu a inovação para vencer e não seguir receitas manjadas.

Certamente eram poucos os aficionados presentes nas arquibancadas de Ímola que viram a Honda construir sua fama de marca vitoriosa a partir do nada, no comecinho dos anos 1960. Para estes, assistir a Honda sendo campeã revolucionando a técnica vigente não foi novidade. É até possível que algum desses “macacos velhos” tenha gritado... “A LÍDER VOLTOU!!!

Rossi NSR 2000_0.jpg

Voltou? E como! Desde então o domínio da Honda na motovelocidade mundial é devastador. Na categoria principal, a 500/MotoGP, a Honda conquistou de 1983 até 2018, 63% dos títulos disputados, 24 de construtores e 20 de pilotos. Na soma total das categorias – além das 500/MotoGP a intermediária 250/Moto2 e a menor 125/Moto3 foram conquistados 46% dos títulos nestes 35 anos.

Qual é o segredo de tal domínio? Muitos, mas um deles certamente é a criatividade técnica: da leve e ágil NS500 empurrada pelo inusitado motor V3 a Honda passou à receita do poderoso V4, com a NSR500 (sempre 2 tempos), motocicleta que fez campeões gente como Wayne Gardner, Eddie Lawson, Mick Doohan, Alex Crivillé e Valentino Rossi.

Quando a regulamentação abriu as portas para o uso dos motores ciclo 4 tempos – a era MotoGP iniciada em 2002 – a Honda estreou a RC211V, equipada com um singular motor V5 de 1.000cc. Com essa moto Rossi e Nicky Hayden foram campeões, seguidos por Casey Stoner que pilotou outra novidade, a Honda RC 212V de 800cc.

A capacidade de 1.000cc foi reintroduzida em 2012 e a Honda seguiu fiel à receita do motor V4 com a RC 213V, nomenclatura que permanece até hoje na máquina que deu a Marc Márquez cinco dos sete títulos de pilotos disputados desde então, idem quanto ao número de títulos de construtores.

Domínio. Seguramente uma palavra adequada para expressar a atuação da Honda no cenário da motovelocidade de mais alto nível. Tanto a MotoGP como as categorias de acesso (250/Moto2 e 125/Moto3) são terra de conquista desde que a Honda decidiu retornar ao cenário do Mundial no começo dos anos 1980, onde nenhuma outra marca venceu mais do que a Honda.