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Dia 03 - A ponte, a mensagem de Amyr e o graxaim

Por: Honda



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Não é toda terça à noite que você está conversando besteiras de monte com amigos  sentado na varanda de uma fazenda no Pantanal e um filhote de graxaim dá as caras. Fazendo jus à irmandade com o cão, o bichinho se aproxima, meio receoso. Mais medroso estamos nós, claro. A vontade de chegar perto e acariciar o canídeo bege escuro é vencida pelo desconhecimento pelo seu comportamento. O bicho busca contato. Quer comida? Exceto olhares espantados e interjeições de surpresa, não ganha nada. Marina Lima, nossa produtora, não apaga a lanterna. Mais do que o lobinho, teme o ataque de uma onça. Diego Castellari, o diretor de vídeo da expedição, pita um Paiol. Eu olho o sol forrado de estrelas e penso em como começar este diário de bordo. O lobinho, outra maneira de chamar o graxaim, se vai.

Estamos no refúgio ecológico Caiman, hotel cravado no sul do Pantanal, a 45 quilômetros da cidade de Miranda. O dia foi longo. Começou às 8 da manhã quando partimos do hotel Cururu para cruzar o rio Paraná sobre a ponte Hélio Serejo e entrarmos no Mato Grosso do Sul. Imponente, com 2.550 metros de extensão, a ponte era a maior do Brasil até a inauguração da Rio-Niterói, em 1973. Como é bonito o segundo maior rio da América do Sul! Azul forte. Largo, caudaloso.

Mas o drone deu de ombros aos adjetivos e não quis subir para registrar a nossa passagem pela ponte. Um bloqueio tecnológico implantado em lugares como aeroportos e pontes impede que a maquininha levante voo. Estão em risco imagens importantes para contar a história do terceiro dia da viagem on the road que saiu de Paraty no último domingo e vai chegar ao litoral peruano daqui a duas semanas. O cinegrafista Diego Zani faz suas manobras e coloca o drone no ar.

Com as imagens feitas, seguimos para Campo Grande. Foram quatro horas por uma estrada plana, que bem poderia servir de “prova” para a turma que garante que a Terra não é redonda. Nas laterais da pista, muitos animais mortos. Na capital do Mato Grosso do Sul, a equipe seguiu para a concessionária Endocar, onde cerca de 60 pessoas, entre clientes, concessionários e jornalistas, nos esperavam. Em uma mini palestra, Amyr deu seu recado. “Parem de apenas ficar vendo séries e documentários na televisão. Saiam, desbravem o mundo. Carros como o Honda WR-V estão aí para isso. Mais do que máquinas, são uma ferramenta de mobilidade para realizar sonhos.”

Um pôr-do-sol, no caminho para o já citado Refúgio Ecológico Caiman fez com que o drone subisse novamente. Após mais de 400 quilômetros de asfalto pela BR 262 entramos à direita. São cerca de mais 50 quilômetros, uma hora e meia, por uma estrada de terra tranquila, apesar das costelas de vaca. O WR-V segura a onda e chegamos ao habitat daquele graxaim. Amanhã é dia de desvendar o Pantanal. E é bom não atrasar para a saída, marcada para as 7h. Amyr recomenda desbravar o mundo, mas não espera. Tem tolerância zero para atrasos.