Dia 16 - Entrevista, evento, huelga e os desfiladeiros peruanos

Dia 16 - Entrevista, evento, huelga e os desfiladeiros peruanos

Por: Honda



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DIA 16

Trajeto: Arequipa (Peru) – Chala (Peru)

Terreno: asfalto

Temperatura: 13°C a 27°C

Altitude: 0 a 2.335 metros

 

Entrevista, evento, huelga e os desfiladeiros peruanos

No penúltimo dia da jornada, a equipe precisou se dividir em cinco grupos para depois se juntar e seguir rumo norte beirando o Pacífico

Somos em 12. Além do navegador Amyr Klink, do jornalista Joel Leite e da repórter Flávia Vitorino, somamos mais nove pessoas na caravana Pro Outro Lado da América. Hoje, a equipe precisou se dividir. Em 5! Amyr Klink foi às 7h dar uma entrevista para a tevê de Arequipa. Joel e o cinegrafista Ricardo Gizi foram mais cedo para a concessionária Honda com os carros que participariam do evento com jornalistas marcado para às 8h30. No mesmo horário, Flavia foi com diretor Diego Castellari, com a produtora Marina Lima e com o cinegrafista Diego Zani, para captar imagens da cidade. Este jornalista que aqui escreve e o editor Fabio Prado ficamos no hotel para finalizar o texto e o vídeo sobre o dia anterior. Os pilotos da X-ADV, Líbera Costabeber e Marcelo Leite, se mandaram para a estrada para adiantar o expediente.

Uma logística daquelas para dar conta de todas as demandas na manhã do 16º dia da jornada. Estamos em Arequipa, cidade peruana cujo centro histórico é patrimônio da Unesco. Na entrevista, Amyr respondeu perguntas em um programa ao vivo de notícias matinais. “Foi meia hora contando detalhes da nossa viagem”, disse Amyr que, após a entrevista, correu para a concessionária. Ali, com dois dos três Honda WR-V expostos, cerca de 15 jornalistas participaram de um coquetel e escutaram Joel e Amyr a respeito da jornada, que está a dois dias da bandeirada final. “É surpreendente o interesse das pessoas pela nossa viagem. Querem saber como nasceu a ideia, como é a logística do dia a dia, detalhes do desempenho do carro...”, conta Joel.

Durante as breves palestras do jornalista e do navegador, todos os integrantes da equipe – exceto Líbera e Marcelo – se reuniram na concessionária. Os carros estão inteiros, mas passaram por um olhar dos mecânicos. Apenas um reparo foi feito: o protetor de cárter de um dos carros precisou ser fixado. Estava um pouco solto devido a uma manobra feita na parte alagada do salar de Uyuni.

Depois de deixar a concessionária, seguimos rumo norte até a cidade de Chala. Assim como ontem, trombamos com uma manifestação de agricultores contra a instalação de uma mineradora na região do vale de Tambo. Mas dessa vez foi tranquilo. Diferentemente do que aconteceu ontem, quando ficamos duas horas imóveis por conta dos protestos, hoje em 15 minutos fomos liberados. Seguimos até Camaná, onde comemos ceviche, polvo e chicharrone (iscas de peixe à milanesa) em um restaurante gerenciado por uma venezuelana, que precisou deixar seu país devido à crise. Com o marido e dois filhos, entrou primeiro no Brasil, pela fronteira com Roraima, até, nem sabe como, chegar ao Peru.

No caminho rumo norte, chamou a atenção a beleza do rio Ocoña e de seu vale forrado de plantações improváveis em um lugar tão seco. Amyr entrou à direita sem avisar. Tinha visto da estrada um porto cheio de pequenos barcos pesqueiros. E isso é um ímã para o navegador. Ao lado de uma grande fábrica de farinha de pescado e sob o olhar faminto de pelicanos e lobos-marinhos, uma multidão de galocha e calças de borracha esnobava o frio para retirar do porão dos barcos toneladas de lula e polvo trazidos da rica costa peruana.

O pôr-do-sol, deu-se novamente na estrada, nos enormes desfiladeiros que despencam no Pacífico. Um cenário que se repete nos últimos dois dias, mas que, devido à sua beleza, não cansa a visão. Já no breu, chegamos a Chala, cidade escolhida para nosso pernoite e rasgada pela estrada ladeada por dezenas de lojas e restaurantes. Para nossa surpresa (e sorte, depois saberíamos), o hotel reservado, o Puerto Inka, ficava fora da cidade. Não foi fácil encontrá-lo. É daqueles lugares que GPS nenhum localiza. Após meia hora de asfalto e terra, os WR-V encostaram na beira do Pacífico. Amanhã, Lima.