Encontrar uma concessionária

Takeo Fujisawa, o braço direito

O poder dos sonhos

As tradições, histórias e curiosidades da marca que mais entende de moto.

Takeo Fujisawa, o braço direito

O poder dos sonhos 19/02/2020

Quando a Honda Motor Co. Estava prestes a completar um ano de existência, em agosto de 1949, aconteceu um encontro que pode ser considerado o fator decisivo para o futuro brilhante da companhia.

Soichiro Honda, o fundador, recebeu a inesperada visita de Takeo Fujisawa, um vendedor que havia ouvido falar da genialidade do brilhante autodidata, que em vez de frequentar a universidade de engenharia mecânica se “formou” colocando a mão na graxa.

Fujisawa, um homem que havia conquistado uma excelente reputação como vendedor, decidiu procurar Soichiro por impulso. Naquela altura da vida com 38 anos, já tinha conquistado boa fama entre clientes, que respeitavam sua sinceridade e correção nos negócios.

Se para Takeo o momento era bom, para Soichiro nem tanto: a recém-fundada Honda Motor Co. dispunha de um excelente produto, mas a parte administrativa e financeira precisava de um gestor capaz de colocar a empresa em condições de crescer.  E gestão, definitivamente, não era uma qualidade de Soichiro Honda..

A conversa entre Honda e Fujisawa fluiu com naturalidade, e Soichiro logo percebeu que trazer aquele homem para seu time significava ter liberdade e poder exercer sua real vocação. Já Fujisawa viu a chance de poder “desenhar” a estrutura administrativa e comercial da Honda do zero, conforme suas convicções.

Naquele momento se formava a dupla que fez a Honda decolar, uma parceria de sucesso parecida com a formada por Steve Jobs e Steve Wozniak na Apple, Bill Gates e Paul Allen na Microsoft, Paul McCartney e John Lennon nos Beatles, Pelé e Tostão na seleção brasileira de 1970. Porém, nem mesmo o visionário Soichiro Honda ou seu novo colaborador poderiam imaginar a dimensão que a Honda Motor Co. alcançaria dentro de poucos anos.

Takeo Fujisawa foi designado vice-presidente dois meses após ser contratado, seu trabalho administrativo e financeiro foi preciso, formando equipes de vendedores cujo sucesso permitiu obter lucros, prontamente reinvestidos em novos produtos. Enfim, Takeo deu a Soichiro os recursos para dar vazão à sua genialidade técnica.

Em menos de uma década a dupla estruturou a companhia como marca global, passando da condição de fabricante de motocicletas para a de líder mundial do segmento duas rodas e, no começo dos anos 1960, a fabricante de automóveis.

Diferentes na aparência – Sochiro era baixo e careca, Takeo alto e cabeludo – mas totalmente complementares, em 1973 a dupla se afastou de seus cargos de presidente e vice-presidente da Honda depois de 24 anos de trabalho incessante. Soichiro aos 65 anos e Fujisawa aos 61, ambos cientes que se o destino não os tivesse colocado frente a frente, nada teria sido possível.