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Escapamento, mais do que um simples tubo.

Na prática

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Escapamento, mais do que um simples tubo.

Na prática 04/06/2019

O sistema de escape nada mais é do que um simples tubo pelo qual sai ar quente, às vezes fumacento, que tem como função apenas abafar o ruído do motor? Quem respondeu “sim”, errou feio!

Na verdade, o “simples tubo” de simples não tem nada. O projeto de engenharia de um sistema de escapamento demanda um apurado estudo técnico, que visa não apenas o melhor desempenho do motor como também o respeito às leis de ruídos e emissão de poluentes na atmosfera.

Para cumprir estas missões fundamentais, todo sistema de escapamento abriga, em seu interior, um complexo dispositivo conhecido como catalisador ou conversor catalítico. Tal equipamento é fundamental para realizar o tratamento dos gases derivados da queima da mistura ar-combustível expelidos pelo motor

Ao passarem pelo catalisador, os gases são modificados através de um processo químico, que reduz significativamente os componentes nocivos à saúde, transformando o que é lançado na atmosfera em elementos menos agressivos ao meio-ambiente e à saúde humana.

Limitar o nível de ruídos é outro aspecto fundamental do sistema de escapamento: o estresse derivado da poluição sonora é reconhecido como um dos grandes vilões da saúde, um inimigo traiçoeiro, que provoca irritação, alterações no sono e até doenças cardiovasculares.

Pretos, cromados, longos ou curtinhos, escapes tem uma grande importância estética no design de uma motocicleta. Não são poucos os que substituem o sistema original – as vezes só a ponteira – por modelos oferecidos pelo mercado paralelo. Porém, se beleza é um fator subjetivo – o que uns admiram outros detestam – alterar a originalidade do sistema de escapamento definitivamente não compensa.

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Ao contrário do que muitos imaginam, as ponteiras ditas “esportivas” não oferecem ganho real em termos de desempenho. Aliás, o mais comum é a piora nos índices de aceleração e retomada de velocidade. A retirada do catalisador certamente deixa o caminho dos gases queimados mais livres, coisa que muitos acreditam melhorar a performance. Contudo, trata-se apenas de falsa impressão, muitas vezes gerada pelo maior ruído emitido.

Obter melhor rendimento com escape ou mesmo apenas com ponteiras mais “livres” exige um reajuste completo do motor, alterando componentes como o cabeçote, sistema de admissão e a parte eletrônica, serviço este que apenas profissionais dedicados à preparação de motores de competição estão aptos a fazer.

Esta busca pela performance, além de cara, implicaria em perda da garantia de fábrica, da confiabilidade do motor, em maior consumo de combustível e menor durabilidade. Além disso, alterar características originais e/ou desrespeitar os limites de ruído são passíveis de punições como multa ou até mesmo a apreensão do veículo pelos agentes de trânsito.

Como se vê, a aparentemente inofensiva alteração dos sistemas originais de escapamento é danosa em muitos aspectos, verdadeiro crime que não compensa.

DICAS: COMO AUMENTAR A VÍDA ÚTIL DO SISTEMA DE ESCAPE

1) Preserve a originalidade, não realize modificações

2) Respeite o prazo entre revisões estipulado pelo fabricante

3) Use sempre combustível e lubrificantes de boa qualidade

4) Choques ou amassados demandam análise por mecânicos especializados

5) Trajetos curtos com motor frio diminuem a vida útil. Evite-os se possível.

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