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Conheça a Honda RC213V de Diogo Moreira – PARTE 1

Na Competição

Seja no asfalto, na terra, na lama ou na areia, um bom piloto deve estar preparado para enfrentar qualquer competição e corrida de moto. Esse universo radical está no DNA da Honda e realmente é para aqueles que são movidos pelo desafio. Acompanhe conteúdos especiais sobre os campeonatos nacionais e internacionais de motovelocidade e motocross como MotoGP, SuperBike e muito mais!

Conheça a Honda RC213V de Diogo Moreira – PARTE 1

Na Competição 02/06/2026
Diogo Moreira ao lado da Honda RC213V da MotoGP 2026 em estúdio

A motocicleta de Diogo Moreira no Mundial da MotoGP 2026 é a mais preciosa de todas as Honda da atualidade, tanto em valor como em tecnologia. O projeto da Honda RC213V, totalmente Made in Japan, é de autoria da Honda Racing Corporation, a subsidiária da Honda situada em Asaka, cidade a poucos quilômetros de Tóquio, e exclusivamente dedicada à construção e desenvolvimento de motos de competição, protótipos de MotoGP e tecnologias de alta performance para o motociclismo mundial.

É nesta “maternidade” de campeãs que o valioso quebra-cabeças feito de ligas de metais nobres, fibra de carbono, plástico, borracha e muita eletrônica é montado, com um único e claro objetivo: comprovar a tecnologia superior da marca, dando sequência ao legado do fundador Soichiro Honda, um apaixonado pela competição e convicto defensor de que o melhor laboratório para o desenvolvimento de produtos é a pista.

A Honda RC213V representa o máximo da engenharia japonesa aplicada à MotoGP, reunindo aerodinâmica avançada, eletrônica embarcada, motor V4 de alta rotação e soluções desenvolvidas diretamente nas pistas para transferência de tecnologia às motocicletas esportivas da Honda.

Por que RC213V?
Antes de conhecer os detalhes da RC213V 2026 é necessário explicar sua sigla: “RC” é a designação histórica das motos de competição da Honda movidas por motores 4 tempos, desde 1958. Já o número “213” indica o século XXI, terceira versão de motos realizadas para a MotoGP no período. O “V” é alusão à arquitetura do motor, de quatro cilindros em V.

Nesta que é a PARTE 1 desta série, vamos abordar a “alma” da Honda RC213V, o conjunto motor-transmissão, considerado um dos mais sofisticados da MotoGP 2026. Vamos lá...

MOTOR – Honda RC213V MotoGP
O regulamento atual impõe limite de 1.000 cm3, quatro cilindros no máximo e ciclo 4T. A Honda escolheu fazer um V4 a 90º, ou seja, um ângulo reto entre as duas bancadas de cilindros. Tal opção foi fundamentada por questões variadas como a aerodinâmica (um motor em V é mais estreito que um quatro em linha) e também para ter um virabrequim mais curto, com menos pontos de apoio, algo positivo em um motor de alta rotação.

O arrefecimento é por líquido, os cabeçotes têm quatro válvulas por cilindro e dois comandos (DOHC) acionados por engrenagens. Em vez de molas, o fechamento das válvulas usa um sistema pneumático, que permite alcançar rotações estimadas em 18.000/20.000 rpm.

A potência máxima da Honda RC213V supera os 260-280 cv, tornando a motocicleta uma das máquinas mais potentes e tecnológicas do grid da MotoGP. O sistema de alimentação PGM-FI conta com injetores duplos para cada cilindro e a ECU (Electronic Control Unit) é padronizada pelo regulamento, oferecendo possibilidade de ajuste de diversos parâmetros, como controle de tração, anti-wheelie, gerenciamento de potência, freio-motor e entrega de torque.

O escapamento 4x2 é realizado em titânio e dispõe de válvulas nas proximidades da ponteira que servem para aumentar o efeito freio-motor. O limite de ruído admitido pelo regulamento é de 130 decibéis.

Entre os destaques técnicos da Honda RC213V estão:

  • motor V4 1000 cc de MotoGP;
  • tecnologia Honda Racing Corporation (HRC);
  • sistema pneumático de válvulas;
  • ECU eletrônica de competição;
  • controle de tração MotoGP;
  • aerodinâmica avançada;
  • escapamento em titânio;
  • potência acima de 260 cv;
  • motocicleta de competição Honda;
  • engenharia japonesa aplicada às pistas.
Honda RC213V de Diogo Moreira na MotoGP 2026 em estúdio
Desenvolvida em Asaka no Japão pela Honda Racing Corporation HRC a Honda RC213V de Diogo Moreira protótipo da MotoGP 2026 combina ligas metálicas nobres, fibra de carbono e eletrônica de competição para comprovar a superioridade tecnológica da marca.

TRANSMISSÃO – Tecnologia Seamless Honda
O regulamento da MotoGP determina câmbios de seis marchas. O da Honda RC213V é do tipo “Seamless”, tecnologia desenvolvida e patenteada pela Honda em 2013. Na prática, é um tipo de câmbio específico para uso em competições, que elimina o “buraco” entre o engate de marchas.

A potência (ou o freio-motor, nas reduções) é transmitida para a roda de modo contínuo, pois o sistema atua com a marcha superior (ou inferior) à que está sendo usada pré-engatada. As mudanças de marcha acontecem sem o costumeiro tranco, o que, em se tratando de um motor com mais de 260 cv, evita uma violenta resposta da transmissão que poderia causar desequilíbrio.

O padrão dos engates é 1ª para cima e as restantes cinco marchas pressionando o pedal para baixo. Para maior segurança o neutro (ponto-morto) exige acionar uma tecla no punho direito, evitando assim o risco de perda de tração ou freio-motor.

Na Honda RC213V a alavanca de embreagem é usada apenas na largada e a embreagem é do tipo deslizante, acionada por cabo, mas com um sistema pelo qual servo-motores elétricos atuam para ajustar o acoplamento de acordo com a marcha engatada.

A transmissão final é por corrente da marca japonesa D.I.D., modelo 520ERV7.
Destaques da transmissão da Honda RC213V

  • câmbio Seamless MotoGP;
  • transmissão de competição Honda;
  • trocas de marcha ultrarrápidas;
  • tecnologia patenteada Honda;
  • embreagem deslizante;
  • freio-motor eletrônico;
  • transmissão final por corrente D.I.D.;
  • performance e estabilidade em alta velocidade. 

Quer saber mais? Na PARTE 2 desta série abordaremos itens como chassi, carenagem, suspensões, freios, pneus, aerodinâmica e tecnologias da Honda RC213V utilizadas na MotoGP. Não perca!

HONDA RC213V – FICHA TÉCNICA

  • Comprimento – 2.052 mm
  • Largura – 645 mm
  • Altura – 1.110 mm
  • Entreeixos – 1.435 mm
  • Altura mínima do solo – 115 mm
  • Peso a seco – 157 kg
  • Capacidade do tanque – 22 litros
  • Motor – 1.000 cm3, V4 a 90º, DOHC 4 válvulas, 4 tempos, arrefecido a líquido
  • Potência – + de 260 cv
  • Chassi – Trave dupla de alumínio
  • Suspensão dianteira – Öhlins TSB46 - Ø46mm
  • Suspensão traseira – Pro-link/Öhlins RVP50BDB
  • Rodas – OZ Racing 4”x17 (dianteira), 6,25”x17 (traseira)
  • Pneus – Michelin 120/60-17 (dianteiro), 200/69-17 (traseiro)
  • Freio dianteiro – discos de carbono e pinças Brembo Monobloc GP4 4 pistões
  • Freio traseiro – disco de aço e pinça Brembo Monobloc 2 pistões