Seja no asfalto, na terra, na lama ou na areia, um bom piloto deve estar preparado para enfrentar qualquer competição e corrida de moto. Esse universo radical está no DNA da Honda e realmente é para aqueles que são movidos pelo desafio. Acompanhe conteúdos especiais sobre os campeonatos nacionais e internacionais de motovelocidade e motocross como MotoGP, SuperBike e muito mais!
Na Parte 1 desta série tratamos do motor/transmissão da RC213V, Na Parte 2 da ciclística. Agora o tema é a eletrônica e a complexa gestão de comandos durante a pilotagem da RC213V de Diogo Moreira.
Eletrônica da Honda RC213V na MotoGP
Nas máquinas da MotoGP a eletrônica embarcada havia alcançado um nível tão exageradamente extremo que, em 2016, o regulamento determinou que a ECU (Electronic Control Unit) fosse a mesma para todos os fabricantes.
Desde então o "cérebro" que comanda o funcionamento de várias áreas relacionadas ao comportamento do motor e aspectos dinâmicos é fornecido pela italiana Magneti Marelli, o que conteve a escalada de custos e promoveu um maior equilíbrio no que diz respeito à competitividade.
A Honda RC213V, assim como as outras motos da categoria, se valem de mais de cinquenta sensores que alimentam a ECU com dados de diversos tipos:
A real mágica é a "conversa" entre a ECU e a IMU (Inertial Measurement Unit), ou unidade de medição inercial, instrumento que analisa em tempo real o comportamento dinâmico da moto em seis eixos, três do acelerômetro de três do giroscópio. Na prática, a IMU mede a inclinação lateral, inclinação longitudinal, rotação (direita/esquerda), aceleração lateral e aceleração vertical, dando à ECU dados para alimentar o software que faz funcionar dispositivos como:
Além disso, a ECU armazena dados e os transmite dados para os engenheiros de pista durante treinos e corridas, que porém são proibidos de alterar parâmetros desde o box, podendo apenas intervir quando a moto está no box. Alterações de ajustes em pista podem ser feitas pelo piloto, como veremos abaixo.
Comandos e Painel de Controle da Moto
A pilotagem da Honda RC213V é complexa não apenas pela extrema potência: a alta tecnologia aplicada exige bem mais do que saber fazer curvas, frear e acelerar. Diversos dispositivos visando aumento do desempenho são exclusivos das MotoGP, e o maior exemplo são os sistemas que abaixam as suspensões na hora da largada.
No punho esquerdo uma série de botões coloridos servem para acionar/ajustar comandos do controle de tração, mapas de potência, freio-motor, launch control e o limitador de velocidade do pit-lane. O painel é uma tela multifuncional através da qual Diogo controla o ajuste de cada um dos controles. O contagiro se resume a uma fileira de leds coloridos, mesma solução usada para alertar problemas com pressão do óleo e temperatura do motor.
Outro item a ser controlado por meio do painel é a pressão dos pneus, que pelo regulamento não pode ser inferior a 1,8 bar (dianteiro) e 1,68 bar (traseiro). Tempo de volta, marcha engatada e avisos sobre eventuais punições são outras informações no painel. Durante uma corrida é usual que o piloto mude o padrão de potência do motor, o nível de intervenção do freio-motor e do controle de tração conforme o desgaste dos pneus aumenta e o combustível é consumido, reduzindo o peso da moto.
É um trabalho intenso de gerenciamento, que se soma à busca da melhor trajetória, ponto de freada e aceleração exato e, claro, a disputa de posições com os adversários. Diogo Moreira é um novato na MotoGP, mas, como sabemos, já mostrou seu enorme potencial nesta que é a principal categoria da motovelocidade mundial.
Agora que você conheceu todos os detalhes de sua moto, a Honda RC213V, torcer para o Diogo será ainda melhor...
Honda RC213V – Ficha Técnica