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Conheça a Honda RC213V de Diogo Moreira – PARTE 3

Na Competição

Seja no asfalto, na terra, na lama ou na areia, um bom piloto deve estar preparado para enfrentar qualquer competição e corrida de moto. Esse universo radical está no DNA da Honda e realmente é para aqueles que são movidos pelo desafio. Acompanhe conteúdos especiais sobre os campeonatos nacionais e internacionais de motovelocidade e motocross como MotoGP, SuperBike e muito mais!

Conheça a Honda RC213V de Diogo Moreira – PARTE 3

Na Competição 11/06/2026
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Conheça a Honda RC213V de Diogo Moreira
Parte 3
Diogo Moreira e engenheiros analisam dados da Honda RC213V nos boxes

Na Parte 1 desta série tratamos do motor/transmissão da RC213V, Na Parte 2 da ciclística. Agora o tema é a eletrônica e a complexa gestão de comandos durante a pilotagem da RC213V de Diogo Moreira.

Eletrônica da Honda RC213V na MotoGP

Nas máquinas da MotoGP a eletrônica embarcada havia alcançado um nível tão exageradamente extremo que, em 2016, o regulamento determinou que a ECU (Electronic Control Unit) fosse a mesma para todos os fabricantes.

Desde então o "cérebro" que comanda o funcionamento de várias áreas relacionadas ao comportamento do motor e aspectos dinâmicos é fornecido pela italiana Magneti Marelli, o que conteve a escalada de custos e promoveu um maior equilíbrio no que diz respeito à competitividade.

A Honda RC213V, assim como as outras motos da categoria, se valem de mais de cinquenta sensores que alimentam a ECU com dados de diversos tipos:

  • Alguns óbvios como rotação do motor, temperatura do líquido refrigerante, do óleo;
  • E outros nem tanto, relativas ao comportamento das suspensões, ângulo de abertura do acelerador e acionamento dos freios.

A real mágica é a "conversa" entre a ECU e a IMU (Inertial Measurement Unit), ou unidade de medição inercial, instrumento que analisa em tempo real o comportamento dinâmico da moto em seis eixos, três do acelerômetro de três do giroscópio. Na prática, a IMU mede a inclinação lateral, inclinação longitudinal, rotação (direita/esquerda), aceleração lateral e aceleração vertical, dando à ECU dados para alimentar o software que faz funcionar dispositivos como:

  • Controle de tração;
  • Controle anti-empinada (anti-wheelie);
  • Freio-motor;
  • Launch control usado na largada;
  • Mapas de potência (os tais "riding modes"), entre outros.

Além disso, a ECU armazena dados e os transmite dados para os engenheiros de pista durante treinos e corridas, que porém são proibidos de alterar parâmetros desde o box, podendo apenas intervir quando a moto está no box. Alterações de ajustes em pista podem ser feitas pelo piloto, como veremos abaixo.

Detalhe do painel, guidão e comandos eletrônicos da Honda RC213V
Vista do guidão da Honda RC213V revela a complexidade dos comandos à disposição do piloto, com botões de controle de tração, mapas de potência e freio-motor gerenciados por mais de cinquenta sensores.

Comandos e Painel de Controle da Moto

A pilotagem da Honda RC213V é complexa não apenas pela extrema potência: a alta tecnologia aplicada exige bem mais do que saber fazer curvas, frear e acelerar. Diversos dispositivos visando aumento do desempenho são exclusivos das MotoGP, e o maior exemplo são os sistemas que abaixam as suspensões na hora da largada.

  • O dispositivo na suspensão dianteira é acionado por uma pequena alavanca;
  • Enquanto o da suspensão traseira por uma tecla no punho esquerdo, que pode ser usada também em saídas de curva, para aumentar a aceleração.

No punho esquerdo uma série de botões coloridos servem para acionar/ajustar comandos do controle de tração, mapas de potência, freio-motor, launch control e o limitador de velocidade do pit-lane. O painel é uma tela multifuncional através da qual Diogo controla o ajuste de cada um dos controles. O contagiro se resume a uma fileira de leds coloridos, mesma solução usada para alertar problemas com pressão do óleo e temperatura do motor.

Outro item a ser controlado por meio do painel é a pressão dos pneus, que pelo regulamento não pode ser inferior a 1,8 bar (dianteiro) e 1,68 bar (traseiro). Tempo de volta, marcha engatada e avisos sobre eventuais punições são outras informações no painel. Durante uma corrida é usual que o piloto mude o padrão de potência do motor, o nível de intervenção do freio-motor e do controle de tração conforme o desgaste dos pneus aumenta e o combustível é consumido, reduzindo o peso da moto.

É um trabalho intenso de gerenciamento, que se soma à busca da melhor trajetória, ponto de freada e aceleração exato e, claro, a disputa de posições com os adversários. Diogo Moreira é um novato na MotoGP, mas, como sabemos, já mostrou seu enorme potencial nesta que é a principal categoria da motovelocidade mundial.

Agora que você conheceu todos os detalhes de sua moto, a Honda RC213V, torcer para o Diogo será ainda melhor...

Honda RC213V – Ficha Técnica

Componente / DimensãoEspecificações Técnicas da Moto
Comprimento2.052 mm
Largura645 mm
Altura1.110 mm
Entreeixos1.435 mm
Altura mínima do solo115 mm
Peso a seco157 kg
Capacidade do tanque22 litros
Motor1.000 cm3, V4 a 90º, DOHC 4 válvulas, 4 tempos, arrefecido a líquido
Potência+ de 260 cv
ChassiTrave dupla de alumínio
Suspensão dianteiraÖhlins TSB46 - Ø46mm
Suspensão traseiraPro-link/Öhlins RVP50BDB
RodasOZ Racing 4"x17 (dianteira), 6,25"x17 (traseira)
PneusMichelin 120/60-17 (dianteiro), 200/69-17 (traseiro)
Freio dianteiroDiscos de carbono e pinças Brembo Monobloc GP4 4 pistões
Freio traseiroDisco de aço e pinça Brembo Monobloc 2 pistões