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Primeiros passos

Nem todo começo tem que ser difícil: a experiência de quem sabe para aqueles que querem e precisam ficar sabendo.

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Primeiros passos 01/08/2018

Nossa sede de rodar passa pelas… rodas! Elas são cobertas por pneus e, trocadilhos à parte, não há como negar o fato de que quanto mais novos eles forem, melhor. E mais novos no sentido amplo da palavra, ou seja, de fabricação recente e com pouca quilometragem.

Todo pneu tem em sua lateral a informação sobre sua idade. São quatro numerinhos perto da sigla DOT. Os primeiros dois algarismos indicam a semana do ano em que foi fabricado e os dois últimos o ano. Se você ler “3018”, por exemplo, quer dizer que o pneu foi produzido na 30ª semana de 2018, ou seja, no final de junho.

Um pneu antigo perde eficiência e mesmo estando com a banda de rodagem praticamente nova deve ser substituído. A razão? O composto de borracha resseca e perde suas características ideais, prejudicando a aderência. Também a estrutura sofre com a idade, o envelhecimento dos materiais resulta em fragilidade e há chance de ocorrer deformação, coisa comum de acontecer em motos que passam muito tempo paradas por causa da pressão constante em apenas uma pequena área.

Outra fonte de problemas é o contato do pneu com substâncias que podem atacar o composto de borracha. Não é uma boa ideia usar nada além de água e sabão para lavar seus pneus e tentar evitar ao máximo produtos para deixá-los brilhantes. Fique atento também ao local onde estaciona pois óleo ou gasolina também são inimigos do composto de borracha.

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Um grande vilão é o impacto, especialmente aqueles contra obstáculos pontiagudos como as bordas de um buraco, pedras ou mesmo uma emenda de asfalto protuberante. Por mais que os projetistas tentem oferecer o máximo de resistência à carcaça dos pneus, elas podem se danificar gravemente ou até mesmo serem rompidas em um choque mais violento.

As fibras têxteis ou metálicas com as quais são construídas as carcaças admitem até um certo limite a agressão dos impactos. Quando tal limite é ultrapassado ocorre o pior, o comprometimento da estrutura e a decorrente perda da resistência, que pode se manifestar através de um calombo ou rasgo evidente como – pior – não ser absolutamente visível. Por conta disso, observar atentamente como ficou seu pneu após um impacto mais forte e sentir se o comportamento não foi alterado é regra. Percebendo algo estranho, não titubeie: o pneu deve ser trocado.

Cada vez mais raros são os casos de furos. A evolução técnica na construção dos pneus vem tornando cada vez mais esporádicos tais episódios, o que não quer dizer que eles não possam acontecer. Em motocicletas equipadas com pneus com câmara de ar, os “tube type”, um furo ou até dois em uma câmara de ar não representa um grande problema. Mais que isso… diga adeus à câmara e compre uma nova. Já nas motos equipadas com pneus “tubeless”, os sem câmara, os consertos feitos com o “macarrãozinho” são apenas para que você possa chegar ao destino, rodar de maneira provisória até substituir os pneus. Em geral pneus “tubeless” equipam motos de performance elevada, cuja carcaça é uma obra de arte em termos de engenharia mas que, uma vez rompida por prego ou qualquer objeto perfurante, pode até resistir à rodagem em baixas velocidades, mas estará irremediavelmente condenada para uso em velocidades médio-altas.

Já a durabilidade dos pneus pode variar de moto para moto, tipo de pneu e de tocada. odos os pneus têm ressaltos entre os sulcos, os chamados TWI (thead wear indicator ou indicador de desgaste da banda) que acusam quando o pneu chegou ao fim: ele até pode aparentar estar bom, preservar o desenho, mas a profundidade dos sulcos já não permite que a performance, especialmente em chuva, seja segura.

O pneu traseiro (que gasta mais) tende a apresentar desgaste mais acentuado em sua área central, coisa que ocorre de maneira ainda mais evidente nas motos usadas em rodovia. Tal desgaste o deixa “quadrado”, com pouca borracha no centro da banda de rodagem, o que é especialmente ruim em pista molhada.

Enfim, como dito no começo, pneu bom é pneu novo. É uma economia besta e arriscada adiar a troca de um item que nada mais é que o ponto crucial de ligação entre seu veículo e o piso, duas pequenas áreas de contato que merecem muito sua total atenção.

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