Encontrar uma concessionária

Quanto tempo uma moto pode ficar parada? Como preparar a moto para um longo período sem uso

Na Garagem

Dicas de funcionamento e manutenção, acessórios e equipamentos de pilotagem e tudo que você precisa saber para cuidar bem da sua motocicleta.

Quanto tempo uma moto pode ficar parada? Como preparar a moto para um longo período sem uso

Na Garagem 07/06/2021

Quanto tempo uma moto pode ficar parada? Esta é uma pergunta que muitos motociclistas se fazem nestes tempos de pandemia, quando infelizmente a melhor atitude é se expor o mínimo possível, e adiar projetos de viagens e aventuras ao guidão para dias melhores.

Deixar a moto muito tempo parada pode, porém, se tornar um problemão caso não sejam tomadas algumas precauções. Não por acaso, no Manual do Proprietário de todas as Honda há uma parte especialmente dedicada a este aspecto. Não tem ou não acha seu manual? Baixe-o gratuitamente.

É fundamental entender o quanto pode ser considerado “muito tempo” para uma moto parada: uma semana? Um mês? Três meses? De fato, quanto maior o tempo que sua moto ficar inativa, maior deverá ser o grau das precauções a serem tomadas.

Caso você consiga ligar sua moto uma vez por semana, e deixar o motor em funcionamento ao menos por dez minutos – sempre em local ventilado, claro – não será necessário tomar nenhuma medida extraordinária. Mesmo sem rodar, isso será suficiente para manter a carga de sua bateria, preservando sua vida útil, e fazer com que o motor permaneça convenientemente lubrificado.

Porém, se isso não for possível e a inatividade for definitivamente prolongada, medidas mais abrangentes precisam ser tomadas. Veja abaixo a lista das ações necessárias para manter sua moto saudável, mesmo sem uso.

  1. Limpeza/lubrificação: antes da inatividade,  lave bem sua moto, e seque-a melhor ainda. Lubrifique partes móveis como cabos, eixos e não economize óleo antioxidante em spray principalmente nas áreas mais sujeitas a umidade, inclusive no interior da ponteira de escapamento.
  2. Estacionamento: em lugar coberto, arejado, sem incidência de luz solar direta. Cubra sua moto para proteção contra acúmulo de poeira, mas evite capas impermeáveis, escolha uma que “respire” e não retenha umidade. 
  3. Pneus: calibre-os de acordo com a recomendação de fábrica e busque apoiar a moto em cavaletes. O ideal é fazer com que os pneus não toquem, ou toquem o solo sem muita carga, para evitar deformações.
  4. Transmissão: após a lavagem, seque a corrente de preferência com jato de ar, e aplique lubrificante específico para uso em corrente de transmissão.
  5. Combustível: gasolina tem prazo de validade máximo de três meses, portanto, o melhor é deixar o tanque completamente vazio na inatividade, e pulverizar óleo antioxidante em spray em seu interior.
  6. Óleo do motor: antes de reativar a moto, substitua o óleo se o período de imobilidade tiver superado seis meses, o prazo de validade limite do óleo.
  7. Bateria: desconecte os cabos e providencie recarga a cada mês de inatividade. Caso haja uma tomada próxima, cogite investir em um dispositivo que mantenha a tensão da bateria automaticamente.
  8. Motor: retire a(s) vela(s) e injete de 5 a 10 ml de óleo para motor no interior do(s) cilindro(s). Acione brevemente a partida elétrica apenas para distribuir o óleo no interior do(s) cilindro(s).
  9. Oxidação: proteja partes metálicas como aros de roda, amortecedores, escapamento e demais peças cromadas com spray antioxidante.
  10.  Motos carburadas: feche a torneira de combustível e deixe o motor funcionar até “morrer”. Através do orifício do parafuso do dreno situado na parte inferior do carburador (a cuba), injete óleo em spray e recoloque o parafuso.

Importante: antes de “despertar” o motor de sua moto da hibernação, faça-o girar brevemente acionando o pedal de partida ou a partida elétrica, sem fazê-lo funcionar. Isso expulsará o óleo da câmara de combustão e levará lubrificação às partes altas do motor, evitando desgaste acentuado nos minutos iniciais de funcionamento, uma vez que o óleo tende a escoar para o cárter pela ação da gravidade. Verifique também o correto funcionamento dos freios, e especial atenção merecem os pneus: faça uma atenta inspeção visual e cheque a pressão antes de rodar.