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Honda CB 450, a evolução da espécie

Clássicos

As motos clássicas da Honda têm muita história para contar, com direito à curiosidades e momentos nostálgicos que te levarão em uma viagem no tempo. Afinal nossas motos antigas são únicas e dão vida aos novos modelos da Honda.

Honda CB 450, a evolução da espécie

Clássicos 29/09/2021

O sucesso da CB 400, lançada no Brasil em 1980, levou a Honda a, literalmente, elevar sua aposta no segmento. Considerada então uma moto de alta cilindrada, a evolução do modelo que chegou em 1983 trouxe, justamente, um motor maior.

Sempre um bicilindro, o motor teve sua capacidade cúbica elevada de 395 a 447cc mediante o aumento no diâmetro de pistões, sem alteração do curso. Com isso, a potência subiu de 40 para 43 cv, apenas 7,5% superior, mas com relação ao torque máximo o salto foi brutal, de mais de 34%, passando de 3,2 a 4,3 kgf.m.

Esta alteração transformou a moto que já era considerada excelente. Enfim, tornou o que já era bom muito melhor. A suavidade característica do motor bicilindro de seis válvulas, três por cilindro, foi preservada, mas a resposta ao acelerador ficou mais imediata e vigorosa.

Outros aperfeiçoamentos que chegaram com a CB 450 foram a introdução de um radiador de óleo, a troca das rodas Comstar (aro de alumínio e raios de aço estampado) por rodas de liga leve, disco duplo na dianteira como na CB 400II além de retoques estéticos, como o farol retangular no lugar do redondo, e um painel que seguia o formato do novo farol.

Oferecida em duas versões, a Esporte e a Custom, que se diferenciavam por pequenos detalhes entre os quais a altura do guidão, a CB 450 definitivamente agradou, e dois anos depois, em 1986, teve nada menos do que cinco versões em produção (até mesmo uma policial) e aquela que é, atualmente, a mais valorizada pelos colecionadores: a CB 450E Nelson Piquet, que reproduzia as cores e grafismos do Williams-Honda com o qual o brasileiro havia se sagrado campeão mundial da Fórmula 1.

Produzida até meados dos anos 1990, em 1987 a Honda CB 450 passou a ser produzida em versão única, a TR, que voltou a ter disco simples na dianteira e tambor na traseira. Logo esta TR deu lugar para a DX, que voltou ao disco duplo na dianteira, versão que permaneceu praticamente imutada até a saída de produção.

Versátil, econômica e robusta, seu trono de rainha das Honda de alta cilindrada no país foi roubado pela CBX 750F em 1986, o que tirou da Honda CB 450 um pouco do glamour, mas que a reposicionou em um patamar de praticidade, de moto muito adequada às características do Brasil.

Ainda hoje, passadas quase três décadas do encerramento de sua produção, a Honda CB 450 ainda é uma moto vista em plena forma rodando nos quatro cantos do país, além de admirada por suas qualidades dinâmicas e representatividade na história da indústria motociclística nacional.