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Honda Juno, a pioneira das Scooters

Clássicos

Momento nostalgia: as motos que fizeram história mundo afora.

Honda Juno, a pioneira das Scooters

Clássicos 02/12/2020

A primeira scooter fabricada pela Honda foi lançada em 1954, muito revolucionária – para os padrões da época – Juno, nome de uma deusa da mitologia romana. Equipada com um motor monocilindro OHV 4 tempos de 189cc, arrefecido a ar, a Juno foi fabricada durante pouco mais de um ano e sua produção total foi de 5.856 unidades.

Na época em que foi lançada, haviam várias scooters no mercado japonês, mas nenhuma delas era tão inovadora quanto a moto Juno, tanto no aspecto técnico como no estilístico. Esta sofisticação foi um diferencial importante da novidade da Honda em uma época na qual os veículos de duas rodas motorizados – motos, scooters e ciclomotores – eram vistos muito mais como vetores de transporte econômico do que meios destinados ao lazer ou esporte.

A Juno foi a primeira Honda dotada de partida elétrica e teve as formas futuristas de sua carroceria moldadas em FRP – Fibre Reinforced Plastic. Outra característica que destacava o modelo era o amplo para brisa, cuja a parte superior articulada, servia como uma espécie de teto para proteção contra chuva.

Apesar de tanta inovação, a Juno não agradou: os clientes reclamaram do peso elevado, 170 kg a seco, realmente muito para os 6,5 cv de potência máxima. Além disso, na primeira versão da Juno, a K, o motor funcionava excessivamente quente. 

As Juno KA e KB, versões aperfeiçoadas da Juno pioneira, vieram com um motor maior, de 220cc, com mais potência – 9 cv – e várias aberturas na carenagem que melhoraram a refrigeração, todavia, o peso subiu ainda mais chegando a 195 kg, o que impediu um efetivo salto à frente em performance.

Pelo que oferecia, a scooter antiga da Honda (Juno) estava adiante de seu tempo: seu design era singular, as dimensões imponentes e a presença de itens como porta objetos, para brisa amplo e protetivo faziam dela a mais luxuosa – e cara – scooter do mercado. Infelizmente a crise econômica vivida no Japão não deu espaço de continuidade para um produto como a Juno, que logo foi descontinuada.

A vida curta desta que foi a 1ª scooter da Honda, trouxe ensinamentos preciosos, que dariam frutos. A Honda entendeu que o momento exigia veículos simples, e começou a desenvolver um projeto que aproveitou o conhecimento adquirido no uso de plásticos e resinas para fabricar a Juno.

A Super Cub foi o resultado de tal trabalho. Lançada em 1958, virou um sucesso estrondoso, se tornando o veículo motorizado mais vendido do planeta – 100 milhões de unidades. Ainda hoje em produção, não é errado afirmar que se não fosse pelo insucesso da Juno, a Super Cub não existiria.