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Honda Turuna 125: a 1ª esportiva nacional

Clássicos

Momento nostalgia: as motos que fizeram história mundo afora.

Honda Turuna 125: a 1ª esportiva nacional

Clássicos 09/06/2021

Em 1979, pouco mais de dois anos depois do lançamento da Honda CG 125, chegou ao mercado nacional aquela que pode ser considerada a 1ª moto esportiva fabricada no Brasil, a Honda Turuna 125.

Turuna? Sim, um nome sonoro, brasileiríssimo, cujo significado “ágil, forte, capaz de tudo”, batia 100% com as características da novidade, que se tornou o objeto do desejo de todos os motociclistas instantaneamente.

A Honda 125 Turuna impressionava em vários aspectos. No design, o tanque de formas retas, com a palavra “Super Sport” logo abaixo do logotipo Honda, e o banco de estilo esportivo, eram elementos calcados na cobiçada Honda CB 400 Four importada.

O motor, um monocilíndrico de 125cc, trazia características técnicas evoluídas em relação ao motor da CG, como por exemplo o comando de válvulas no cabeçote acionado por corrente. A potência máxima de 14 cv, o torque de 1,0 kgm.f e o baixo peso a seco – na casa dos 100 kg – davam à Turuna uma performance muito superior à da irmã pioneira.

Testes realizados pelas revistas especializadas da época festejavam o desempenho da novidade, capaz de alcançar os 120 km/h de velocidade máxima e acelerar de 0 a 80 km/h em cerca de 10 segundos.

Na Turuna 125 a suspensão dianteira telescópica era do tipo Ceriani, com maior curso em relação à CG 125, assim como a frenagem dianteira era por disco de acionamento mecânico, como na Honda ML 125 lançada em 1978.

Um destaque do modelo era o acabamento caprichado, com detalhes antes só vistos em motos de maior cilindrada, como a portinhola retangular que protegia a tampa do tanque, o banco cuja abertura permitia acesso ao compartimento da bateria, ferramentas e travas de capacete. Item chamativo era o painel, dotado de conta-giros, velocímetro e hodômetros total e parcial, este último item inédito em uma 125.

Em 1982 a Turuna recebeu uma importante atualização técnica, o carburador dotado do sistema ECCO, que favorecia maior economia sem perda de performance. No ano seguinte, muitas foram os aperfeiçoamentos realizados no modelo: guidão mais alto, maior distância entre-eixos, acionamento hidráulico do freio a disco e regulagem na carga da mola nos amortecedores traseiros. O motor – agora pintado de preto – recebeu o CDI em substituição ao platinado e sistema elétrico 12 volts. No design, o farol redondo deu lugar a um retangular, idem a lanterna traseira, e os instrumentos de painel foram englobados em um único conjunto, incluindo marcador de gasolina.

A derradeira geração da Turuna foi lançada em 1985 e se caracterizou pela carenagem de farol, guidão ainda mais elevado e tanque com formas mais angulosas, igual ao da ML 125. Tal versão permaneceu em produção até 1986, recebendo apenas mudanças nas cores. As poucas atualizações desta última geração da Turuna foram o indício que uma nova esportiva da categoria, com inovações técnicas marcantes, estava prestes a ser lançada: a CBX 150 Aero, sobre a qual falaremos em breve.

Atualmente a Turuna 125, especialmente as versões de primeira e segunda geração, são motocicletas cobiçadas por colecionadores e em perfeito estado de conservação e originalidade alcançam valores de venda muitas vezes iguais ou superiores ao da atual Honda CG 160. O exemplar de cor azul da maioria das fotos é um modelo 1983, que inaugurou a 2ª geração.