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MOTOGP – MÁRQUEZ, O CAMPEÃO DA HONDA

Extreme

Seja no asfalto, na terra, na lama ou na areia, a competição e o universo radical estão no DNA da Honda.

MOTOGP – MÁRQUEZ, O CAMPEÃO DA HONDA

Extreme 05/11/2019

O título mundial da temporada de 2019 da MotoGP já tem dono, e com quatro etapas de antecipação: Marc Márquez ao guidão de sua Honda RC 213V dominou o Grande Prêmio da Tailândia, vitória que “matou” qualquer esperança dos adversários de quebrar a sequência de campeonatos conquistados pelo jovem espanhol na principal classe do motociclismo mundial.

Aos 26 anos de idade, o título desta temporada é o sexto dele na MotoGP, – o quarto consecutivo! Desde 2016, não há outro campeão na F1 das motos que não seja Marc Márquez, e sempre com uma Honda. Além desta meia-dúzia de Mundiais conseguidos em apenas sete anos na categoria principal, Marc foi campeão da extinta categoria 125 em 2010 (hoje Moto3), e na categoria Moto2 em 2012.

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MM93 (o número de sua moto é o ano de seu nascimento) é um fenômeno? Não há nenhum dúvida sobre isso. Nas quinze corridas disputadas este ano até a conquista do título na Tailândia, Márquez obteve nove vitórias e cinco segundos lugares. Apenas uma única vez não esteve no pódio, por conta de uma queda quando estava na ponta desde a largada e tinha 4s de vantagem sobre o 2º colocado. Ou seja, sempre que terminou uma corrida, jamais foi em classificação pior do que o segundo lugar.

Márquez estreou na MotoGP em 2013 e logo em sua primeira temporada foi campeão. Venceu seis corridas no ano de estreia e se sagrou o mais jovem campeão desde sempre, com 20 anos e 266 dias de idade. Para encontrar outro estreante campeão é preciso retroceder ao ano de 1978, quando Kenny Roberts foi o nº das 500cc.

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O “cartão de visitas” de Márquez na temporada de 2013 foi o início de uma coleção de recordes: é ele o piloto com maior número de pole-positions (63) da história. Idem o de poles em apenas uma temporada, 13 em 2014, ano em que também bateu o recorde de vitórias, 13 em um total de 18 corridas (72,2%!).

Estatisticamente, estes números impressionantes o posicionam como candidato a, em breve, se tornar o maior de todos os tempos. Porém, o que Marc Márquez trouxe para o mundo da MotoGP está bem além do que frios números mostram.

A entrada na equipe HRC – Honda Racing Corporation, possibilitou ao piloto os melhores recursos para desenvolver seu potencial. Márquez e os técnicos do HRC conseguiram dar à especialíssima RC 213V todas as características necessárias para que uma nova página do motociclismo de velocidade fosse escrita.

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É consenso que o espanhol “casou” com sua motocicleta, criando assim um novo estilo de pilotagem, padrão que hoje é referência e que tenta ser imitado pelos seus rivais, sem sucesso. Em síntese, o que faz Marc Márquez? Explora a capacidade de aderência do pneu dianteiro em um limite anteriormente inimaginável.

Seu controle superior sobre o que se passa entre o asfalto e pneus parece sobrenatural, tudo comprovado pela telemetria, pelos sensores que “entregam” o que acontece com a moto durante treinos e corrida aos computadores dos engenheiros da Honda.

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O estilo Márquez de pilotagem, feito de uma soberba sensibilidade, só se tornou possível pelo preciso ajuste da RC 213V à suas necessidades. Os ângulos de inclinação de até 66 graus, que são a base de sua maior velocidade em curva, só se tornaram possíveis depois de um intenso trabalho de afinamento em conjunto, tendo como protagonistas principais o HRC, piloto e fabricante de pneus e suspensões.

Ao conseguir entrar mais rápido em curva, Márquez é capaz de manter velocidade maior no centro dela, o que lhe permite gerenciar a aceleração para sair de curva de maneira ideal. 

Por enquanto nenhum rival teve sucesso em clonar o “balé” de Márquez e sua Honda RC 213V e, pelo jeito, esta dupla homem-máquina ainda vai dar muito o que falar nas corridas que restam na temporada de 2019, na de 2020, 2021, 2022...