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Multas de moto, como evitá-las?

Na prática

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Multas de moto, como evitá-las?

Na prática 23/09/2020

Será que existe algum motociclista que nunca tomou uma multa de trânsito? Sim, vários! São os que nunca tiram a moto da garagem, ou aqueles que moram no meio do nada – fazenda, sítio –, lugar naturalmente imunizado contra o que muitos chamam de “a praga da fiscalização”.

A maioria dos motociclistas não mora em cafundós, onde o olhar da lei não chega, e assim quem precisa usar a motocicleta para fazer “corres” diários sabe que tomar uma multa de moto faz parte do jogo. Por mais que se pilote atentamente, quando muito o que se consegue é limitar os danos, reduzir punições a um nível que não coloque nossa CNH sob o risco de ser apreendida.

Os controles de trânsito estão cada vez mais rígidos, portanto vale a pena falar das cinco infrações mais comuns entre os motociclistas, e que muitas vezes são cometidas por ignorância, por desconhecimento das reais consequências.

1 – Chamar “no grau”
Levantar a roda dianteira pode ser divertido, mas tem um preço salgado. A multa por empinar a moto custa exatamente R$ 293,47 e de brinde vem a apreensão da moto e a suspensão imediata da CNH. Pontuação? Não tem, pois esta é a chamada infração auto suspensiva, ou seja, perde-se a CNH no ato e fica-se sem ela de dois a oito meses. Daí para frente a canseira é máster: curso de reciclagem de 30h/aula, prova teórica, prova prática. Um processo caro e demorado este que dar uma empinadinha provoca, não é mesmo? Não vale a pena.

2 – “Racha” ou “pega”
Aquela arrancada para ver se sua moto anda mais do que a do teu amigo é uma tentação que também leva à perda imediata da CNH (e todo o calvário para recuperá-la descrito acima), apreensão da moto e a multa de R$ 293,47, só que multiplicada por dez, ou seja, R$ 2.934,70. Quer competir? Vá para uma pista.

3 – Pare no vermelho ou...
...conforme-se em arcar com um prejuízo de R$ 293,47 e sete pontos no prontuário. Especialmente nas grandes cidades brasileiras, onde o serviço de delivery feito por motociclistas é cada vez mais utilizado, o desrespeito ao semáforo ou sinaleira parece ter se tornando uma regra e não exceção. A ânsia por chegar uns segundos antes, faturar mais fazendo uma ou duas entregas a mais por dia definitivamente não vale a pena se você for pego varando o sinal fechado. Fora o risco que esta ação representa para quem pilota a moto e para quem não está desrespeitando o sinal de parada obrigatório.

4 – Retorno proibido
A moto já é o veículo mais ágil entre todos, por natureza, e assim querer economizar tempo fazendo um retorno em local proibido é muita falta de noção, que custa caro inclusive. A multa por não ter a paciência de fazer o retorno no lugar certo é gravíssima (7 pontos, R$ 293,47).

5 – Moto em mau estado
Ah, que pecado! Moto é um veículo tão legal que não é certo deixar de cuidar direitinho dela. Aos malvados que fazem isso, multa grave, que acrescenta cinco pontos ao prontuário e tira R$ 195,23 do bolso. O que pode ser considerado “mau estado”? Pneu careca, escapamento esportivo barulhento, mas também uma lâmpada de farol ou lanterna queimada. E, para piorar, em alguns casos o agente de trânsito pode reter o veículo até o problema ser solucionado. Ou seja, descuidar da manutenção é uma fria!

E que mais além disso? Placa quebrada ou ilegível, andar de chinelo, levar duas pessoas na garupa ou tirar a originalidade da moto dá multa. Mas grave mesmo é a velocidade excessiva, a ultrapassagem em faixa contínua ou pelo acostamento, rodar pela contramão e, sobretudo, dirigir alcoolizado... Tais transgressões são erros grosseiros, irresponsabilidade que tem consequências muito mais graves do que a provável perda da CNH por um tempo (ou para sempre!), e ter de gastar pouco ou muito dinheiro. Assim, sempre que montar em sua moto, não seja egoísta e pense na família, na sua e na dos outros, e no estrago que uma transgressão às regras poderá causar.