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Pneus novos: dicas e cuidados

Na Garagem

Dicas de funcionamento e manutenção, acessórios e equipamentos de pilotagem e tudo que você precisa saber para cuidar bem da sua motocicleta.

Pneus novos: dicas e cuidados

Na Garagem 25/11/2020

Pneu novo é uma alegria! Não há motociclista experiente que não concorde que a troca dos pneus da moto é um momento especial, uma espécie de reencontro de boas sensações que ficaram no passado. É quase como fazer as pazes com seu amor depois de um tempo “nublado” na relação.

Pode parecer exagerado, mas pneu de moto novo, de boa qualidade, não significa apenas maior segurança. Com eles, a moto volta a se comportar conforme o padrão estabelecido pela fábrica – desde que a parte ciclística esteja OK, ou seja, chassi, suspensões, rodas e freios.

Um pecado mortal na troca de pneus é optar pelos “remold”, ou “recauchutados”. Em motos de qualquer tipo ou tamanho JAMAIS se deixe levar pelo barato, que sempre sai caro. Além de fora da lei eles não oferecerem o desempenho de um pneu novo, seja em durabilidade ou aderência. São um risco à sua segurança, pois, não existe nenhum equipamento ou análise visual que consiga identificar se há danos na estrutura do pneu, na carcaça usada, o que pode simplesmente entrar em colapso imprevistamente.

E mais: pneus não se trocam apenas quando estão desgastados, mas também, quando estão velhos e ressecados. Isso é algo fácil de identificar observando a lateral do pneu, que apresentará pequenas rachaduras indicando que o composto de borracha está degradado pela idade. Abaixo, algumas dicas importantes para quando chegar o momento da troca dos pneus de sua moto:

PROCURE O “TWI” – Todo pneu tem em sua lateral uma sigla em alto relevo “TWI”, derivada do inglês TREAD WEAR INDICATOR, ou em bom português... INDICADOR DE DESGASTE! Quando você a localiza, basta dirigir o olhar para a banda de rodagem para perceber que a sigla TWI coincide com um ressalto no interior dos sulcos. Quando a borracha deste ressalto nos sulcos se alinhar – ou melhor ainda, estiver pertinho da borracha que encosta no solo – seu pneu já era! Apesar de permanecer com o desenho original, não estar “careca”, a profundidade do sulco não é mais suficiente para oferecer segurança em dias chuvosos.

MARCA E MODELO – Os engenheiros que bolaram sua moto conversam com os engenheiros que fabricam pneu, e desta troca de informações é estabelecido o tipo e modelo mais adequado para sua moto, uma decisão teórica que será validada por um sujeito muito importante: o piloto de testes. Sem ele, mesmo com todo o seu conhecimento e sensibilidade, teoria nenhuma seria suficiente. Assim, na hora de escolher os pneus novos para sua moto, dê preferência ao equipamento original, que consta do manual do proprietário com todas as letras, ou seja, marca e modelo. Não é proibido escolher outras alternativas, mas, o risco de piorar o comportamento da moto fazendo isso é grande. 

MEDIDA CERTA – Não invente moda e opte sempre pela medida original de fábrica. Há uma crença que um pneu mais largo proporciona mais resistência e/ou mais estabilidade. No entanto, fugir do que é recomendado pela fabricante de sua moto em termos de medida dá chance para o surgimento de problemas. Antes de mais nada, quanto maior ou mais largo é o pneu, mais pesado ele será. Mais peso sempre significará maior consumo e pior performance, especialmente em uma parte móvel como a roda de sua moto. E fora isso, há sempre o risco de um pneu maior raspar em partes como balança e para-lamas, o que é absolutamente contraindicado.

MONTAGEM CUIDADOSA – Tirar pneus velhos das rodas para colocar os novos é uma operação que deve ser realizada, de preferência, por um profissional experiente. A desmontagem e montagem implica em uso de ferramentas adequadas e muito cuidado, pois, componentes como transmissão e freios devem ser ajustados com exatidão. Fora isso, os pneus novos e as rodas podem ser danificados caso a tarefa seja feita de modo inadequado. 

PRIMEIROS KM – Imediatamente após a troca, não abuse dos pneus novos em curvas, frenagens ou acelerações fortes. Você precisa se acostumar a eles, ao novo padrão de aderência. Outro fator é que pneus só atingem sua performance ideal após alguns quilômetros. Não se trata da “lenda da cerinha”, pela qual o fabricante de pneus aplicaria um produto para conservá-los em estocagem, e que os tornariam muito escorregadios. Isto não é fato, mas sim, a temperatura de exercício ideal que exige alguns quilômetros para ser alcançada e influi muito na eficiência de qualquer pneu novo, meia vida ou desgastado.