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A vida (de moto!) começa aos 40 – PARTE 1

Na estrada

O mundo é pequeno para quem tem uma motocicleta. Confira dicas de viagens e roteiros para que a sua aventura seja perfeita.

A vida (de moto!) começa aos 40 – PARTE 1

Na estrada 11/03/2019

“Para muita gente, a moto acontece antes do carro – coisa de juventude, quando não se tem dinheiro para comprar e manter um automóvel, a moto oferece a solução de transporte. Eu fiz o caminho inverso, comprando minha moto depois de 20 anos de carro, quando estava chegando aos 40 anos de idade.”

O autor da frase acima é o fotógrafo cearense José Albano, que comprou sua primeira – e inseparável! – moto, uma Honda ML 125 de segunda mão, há 35 anos, em 1984. Naquela altura ele nem imaginava como aquela pequena motocicleta iria mudar radicalmente sua vida.

A aquisição da ML 125 foi ditada por necessidade: pagar por muitos litros de gasolina e andar tão poucos quilômetros em fuscas beberrões não parecia inteligente. Morando em um sítio a 18 km da capital cearense, com filha em idade escolar, esposa na faculdade e compromissos profissionais que virava e mexia o obrigavam a ir para Fortaleza, Albano escolheu a moto de maneira racional, sem paixão. O objetivo era economizar tempo e combustível.

O quarentão começou devagarinho, trajetos curtos, perto de sua casa. Depois, pouco a pouco, ampliou seu raio de ação mas sempre em ruas calmas, em horários de menor movimento. Em pouco tempo dominou a máquininha, prestou exame para obter a CNH e percebeu que o veículo que seria alternativo tinha tudo para virar titular. Um dos fuscas foi praticamente esquecido debaixo de um cajueiro no sítio, ficou tanto tempo parado que o mato cresceu em volta e o novo dono teve que levá-lo de guincho....

Naquela altura José Albano já havia tomado decisões importantes para o futuro – além da de desistir de vez dos carros. Uma delas foi jurar fidelidade eterna à sua Honda ML 125. A motocicleta definitivamente tinha conquistado um fã incondicional, encantado com a facilidade de pilotagem e economia de combustível nas frequentes idas à Fortaleza, trecho de 40 km ida e volta.

Albano estava convencido que sua ML 125 era perfeita para o seu dia a dia mas nem lhe passava pela cabeça colocá-la na estrada. O Brasil parecia grande demais para a pequena 125, até que um dia ele foi chamado para fazer um trabalho em Teresina, a 600 km de Fortaleza, onde deveria permanecer por longo tempo.

Dois meses sem a ML 125? Jamais! Encarar a estrada? Também estava fora de questão. E assim a moto foi despachada de trem para a capital do Piauí. Só que a “encomenda” demorou tanto para chegar que Albano decidiu encarar a viagem de volta a Fortaleza ao guidão, decisão que foi o estopim de uma nova fase na vida desse motociclista tardio, uma história para o próximo capítulo...