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Dicas para comprar seu primeiro capacete

Primeiros passos

Nem todo começo tem que ser difícil: a experiência de quem sabe para aqueles que querem e precisam ficar sabendo.

Dicas para comprar seu primeiro capacete

Primeiros passos 08/06/2020

O uso de capacete para andar de moto é obrigatório para o piloto e garupa em todo Brasil. Sem ele, a punição é dura, multa (gravíssima, 7 pontos) de pouco menos de 300 reais e apreensão imediata da CNH. Rígida a lei, não? Mas nem precisava: felizmente o motociclista brasileiro já entendeu que sair sem capacete não vale a pena.

Ver o capacete de moto como algo incômodo não está com nada, melhor pensar nele como uma espécie de amigo fiel. Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem? Então, o capacete é o melhor amigo do motociclista! E como seu pet peludo, o capacete é fiel, vai te acompanhar para onde quer que seja e sempre – sempre mesmo! –, te protegerá de eventuais acidentes e de problemas com a fiscalização.  Em troca exige apenas algum carinho na manutenção para poder durar bons anos cumprindo a missão de proteger sua cabeça.

Se você é um iniciante no mundo das motos e tem dúvidas sobre quais os melhores capacetes, tem questões relacionadas ao custo-benefício e outras, seus problemas acabaram: as dicas para escolher um bom capacete estão aqui.

Primeira dica? Tamanho certo! Como calçados, na hora da compra você tem que experimentar. O capacete precisa vestir justinho, jamais ser folgado e, claro, jamais apertado. Lembre-se que com algum tempo de uso ele laceia e assim, escolha um que esteja mais para justo do que folgado.

Uma técnica para saber se o tamanho é o correto é vesti-lo, afivelando a cinta jugular de maneira adequada – 100% encostada em seu maxilar – e balançar a cabeça fortemente de um lado para o outro. Se você sentir o capacete rodando, mexendo em sua cabeça, é sinal que é grande demais.

Segunda dica? Escolher o modelo de acordo com a utilização que você faz de sua moto. Roda apenas na cidade, em baixa velocidade, e mora em um local de clima quente? Considere os capacetes abertos, ou também chamados de tipo “Jet”. Menores e mais leves que os capacetes tipo integral (os que tem a proteção para o queixo), os Jet são mais fáceis de vestir e cabem em todos os compartimentos sob o banco das scooters e motonetas. Ponto negativo? Por não ter a proteção para o queixo protegem menos, e por isso devem ser usados em trajetos de baixa velocidade.

Caso a utilização de sua moto seja mista, incluindo vias expressas e rodovia, o capacete tipo modular é uma boa opção. Cada vez mais popular, os modulares têm a parte frontal escamoteável. Vai rodar na cidade, devagarinho? Pode ser usado aberto. Entrou na avenidona rápida ou estrada? Feche-o. A desvantagem dos modulares é que, em geral, são volumosos, não é em todo o compartimento sob o banco que eles cabem, e além disso são mais pesados que os Jet.

Entre os Jet e os Modulares existe o clássico capacete integral. A queixeira não se movimenta e, portanto a proteção ao rosto do motociclista é constante. É o tipo mais popular de capacete. Desvantagens? No calor é grande a tentação é deixar a viseira aberta, o que além de ser contra a lei é perigoso para seus olhos.

Outro tipo de capacete é aquele dedicado ao uso em fora de estrada, o que não impede de ser usado onde você quiser. Se caracteriza por uma pala (a aba parasol) grande e, em geral, não tem viseira integrada, pois são projetados para uso com óculos específicos para off-road, que aderem totalmente à face e tem um elástico que os fixa externamente ao capacete. A vantagem deste modelo é ser, em geral, leve e bem ventilado. A desvantagem é exigir o uso dos óculos off-road, coisa que todos os outros modelos acima dispensam por trazer viseira (as vezes duas) integrada.

Terceira e mais importante dica? Afivelar SEMPRE o capacete, jamais usá-lo apenas encaixado na cabeça, como se fosse um boné ou chapéu. A razão é que, em caso de acidente e eventual choque do capacete com o solo ou qualquer outro obstáculo, se ele não estiver corretamente afivelado, a tendência é que escape da sua cabeça, te deixando desprotegido justamente na hora em que você mais precisaria dele.

Ah, outra coisa fundamental: em caso de impacto, mesmo que não haja um grande dano na superfície do capacete, ele precisa ser trocado. O casco, em geral feito de plástico ou fibra de vidro, pode até não aparentar dano, mas sua estrutura fica comprometida, inadequada a cumprir o papel de absorver o impacto e preservar o mais importante: sua integridade física.

Quanto ao custo, é possível comprar um capacete razoável, homologado pelo INMETRO (olho no selinho adesivo, obrigatório por lei) a partir de 130-150 reais. Modelos importados, geralmente réplicas de capacetes dos pilotos da MotoGP, podem custar até mais de 6 mil reais. O que muda entre eles é a qualidade do material empregado, a durabilidade e a especificação, mas todos eles se homologados pelo INMETRO atendem a norma básica de segurança. Seja qual for sua escolha, você já sabe: sem capacete, de moto não se anda!