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A história da Honda C100 Dream

Clássicos

Momento nostalgia: as motos que fizeram história mundo afora.

A história da Honda C100 Dream

Clássicos 26/10/2020

No finalzinho de 1992 a Honda C 100 Dream foi lançada, uma motoneta com cara de “já te vi antes, não? ”. E não era apenas impressão, mas sim, um fato: nos anos 1960, muito antes da Honda se instalar no Brasil como importadora e na sequência, como fabricante de motos, algumas motos da Honda, bem parecidas com a C 100 Dream foram comercializadas por importadores independentes.

Estas antecessoras da Honda C 100 Dream eram nada mais nada menos que as Honda Super Cub, consideradas a galinha dos ovos de ouro da Honda, motocicleta responsável por tornar a marca mundialmente conhecida e que desde 1958 é produzida continuamente. Em 2017 a Super Cub atingiu a impressionante marca de 100 milhões de unidades vendidas, ou seja, é o veículo a motor mais vendido no planeta.

E como era a C 100 Dream de 1992? Uma versão da Super Cub original com pequenos retoques estéticos, mas nada que lhe tirasse um milímetro do caráter original herdado da “mamãe”, ou seja, chassi underbone de aço, escudo plástico protegendo as pernas, rodas de 17 polegadas, motor monocilíndrico horizontal refrigerado a ar e o característico câmbio de quatro marchas com embreagem automática.

Quando a C 100 Dream chegou no comecinho dos anos 1990, o Brasil atravessava uma crise econômica tremenda e a indústria da motocicleta sentia isso na pele. Em 1992/1993 as vendas de motos chegaram ao fundo do poço, como comprova o mergulho na produção, que das 219 mil unidades fabricadas em 1983 a míseras 83 mil dez anos depois.

Fazia sentido lançar a C 100 Dream naquele momento, pois nenhuma outra Honda era capaz de rivalizar com ela em um quesito ainda mais importante em época de crise: o baixo consumo de combustível. E, fora isso, a C 100 Dream era a Honda mais barata do catálogo, e em seus primeiros anos de Brasil chegou a ser a segunda Honda mais vendida, perdendo apenas da CG 125 Today.

Quem teve uma C 100 Dream sabe o quanto ela era pão dura no consumo, e também o quanto ela era gostosa de pilotar, fácil, com mérito inclusive de um banco grande, longo e de uma ergonomia capaz de abrigar tanto pessoas de elevada estatura quanto as mais baixas. E tais características fizeram dela uma espécie de isca de novos clientes, pois, mesmo quem jamais cogitaria andar de moto, com a Dream perdeu o preconceito

A Honda Dream preparou o terreno para sua herdeira direta, a Honda Biz, modelo criado à partir da Dream, mas com uma vantagem indiscutível: o porta-capacete sob o assento! Durante todo o período de fabricação no Brasil a C 100 Dream não sofreu praticamente nenhuma alteração estética ou técnica e isso, no final dos anos 1990, não era visto como um charme, mas sim como um visual ultrapassado. O tempo passou e hoje a Honda C 100 Dream está em outro patamar, já é vista como uma “cult bike”, um modelo histórico, valioso pelo que representa e charmoso por praticamente reproduzir as formas da Super Cub pioneira, a galinha dos ovos de ouro da Honda.