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Líquido ou ar: a diferença entre os sistemas de refrigeração para moto

Primeiros passos

Nem todo começo tem que ser difícil: a experiência de quem sabe para aqueles que querem e precisam ficar sabendo.

Líquido ou ar: a diferença entre os sistemas de refrigeração para moto

Primeiros passos 09/12/2020

A saúde de qualquer motor de motocicleta depende muito de uma correta temperatura de funcionamento. Trabalhar quente demais é, frequentemente, motivo de desgaste, quebras e um fator decisivo na redução da vida útil. O mesmo vale para o oposto, o funcionamento frio, vilão que não pode ser ignorado e também potencial causador de estragos. Motores precisam trabalhar dentro de uma faixa de temperatura ideal, a chamada “temperatura de exercício”, na qual todo o mecanismo estará de acordo com padrão estabelecido no projeto.

Na fase de projeto de qualquer motor, os técnicos consideram uma grande variedade de fatores para dimensionar o sistema de arrefecimento de moto: dias demasiadamente quentes ou, o oposto, dias gelados e também o tipo de uso que cada condutor fará de sua moto. Os altos giros causam mais atrito, mais queima de combustível e mais temperatura! E há os que nunca deixam o motor aquecer direito, fazendo trajetos curtos e truncados, o que leva o motor a funcionar sempre abaixo da temperatura ideal. Reconhecidos pela alta tecnologia aplicada, os motores Honda arrefecidos a líquido ou a ar se destacam também pela robustez, o que comprova a plena adaptação a diversos tipos de condições de utilização e de usuários.  

O sistema de refrigeração “a líquido” é, como o próprio nome indica, baseado no uso de água acrescida de aditivos, que circula nas galerias internas do motor. Para este líquido efetivamente limitar a temperatura excessiva o sistema de refrigeração da moto funciona com uma bomba d’água mecânica, que movimenta o líquido e o faz transitar pelo radiador. É neste importante componente, externo ao motor, que acontece a mágica: o calor é dissipado, literalmente levado embora pelo ar que atravessa os finos tubos no qual o líquido de arrefecimento passa, que assim volta ao motor mais frio.

O radiador recebe a pressão do ar frontal quando a moto está em movimento. Ao observar a Honda CB 1000R Neo Sports Café por exemplo, percebe-se que um grande motor exige um grande radiador, posicionada “de cara para o vento”, bem à frente do motor de quatro cilindros. Nas scooters compactas como a PCX e SH 150i, o radiador é posicionado na lateral do motor, com ventilação forçada por intermédio de uma ventoinha.

Já o sistema de refrigeração a ar, ao contrário do que o nome indica, não se vale apenas do fluxo do vento que “lambe” as paredes externas do motor quando a moto está em movimento, no qual aletas em volta do cilindro tem dupla função: o aumento da área para dissipar melhor o calor e criar dutos que ajudam a “soprar” a caloria para longe. O óleo lubrificante também atua na refrigeração, pois, não apenas reduz o atrito entre partes móveis internas como também serve para dissipar calor. Em alguns modelos com motores refrigerados a ar, como na CB 250 Twister, um pequeno radiador de óleo serve para resfriar o lubrificante, como o radiador de água faz nas motos Honda equipadas com motores de arrefecimento líquido.

Qual é o melhor sistema? Ambos são eficazes, e cada tipo de arrefecimento é determinado de acordo com as características da cada moto ou scooter. De um modo geral, o arrefecimento a líquido é usado em motores de desempenho mais elevado, ou nas scooters mais sofisticadas. É um sistema elaborado, que demanda manutenção cuidadosa. Já a refrigeração a ar é mais simples do ponto de vista técnico, e, portanto, a preferida para motocicletas e scooters “de briga”, cujos motores são mais voltados para a economia do que performance.

Seja qual for o tipo de arrefecimento de um motor, a importância de tal sistema determina que em todos eles, a ar ou líquido, haja um grande superdimensionamento, uma fenomenal capacidade de manter as temperaturas em níveis adequados mesmo em condições de utilização extremas. Enfim, tanto um quanto outro são pensados pela Honda para não dar dor de cabeça, garantindo a confiabilidade e durabilidade dos motores.